Uma análise detalhada sobre ciclos históricos, o efeito Trump e a minha jornada de trading de 1.000€ para o topo.
Muitos investidores olham para o DXY (Índice do Dólar) e vêem apenas um gráfico de moedas. Eu vejo uma das oportunidades mais assimétricas da década. Enquanto o consenso de mercado muitas vezes se deixa levar pelo ruído de curto prazo, a minha visão para 2026 é clara: o Dólar americano está preparado para uma recuperação épica contra todas as moedas fiat.
Neste artigo, vou revelar os pilares da minha tese altista, correlacionar os dados de 2017 com o cenário atual e mostrar como estou a gerir a minha carteira real de trading, iniciada com 1.000€, para capitalizar neste movimento.
1. O Ciclo de 25 Anos: A História Repete-se?
Um dos motivos técnicos mais fortes para a minha visão altista é a análise de ciclos. Recentemente, o Dólar registou o ano com a maior queda dos últimos 25 anos. Nos mercados financeiros, movimentos extremos tendem a gerar regressões à média igualmente potentes.
Se olharmos para 2017 — o primeiro ano do primeiro mandato de Donald Trump — vimos um cenário quase idêntico: o Dólar caiu drasticamente sob o peso de incertezas políticas e retórica comercial. No entanto, o que aconteceu no ano seguinte? Uma recuperação robusta. Em 2026, espero que o padrão se repita. A economia americana, sob uma nova administração Trump, tende a focar-se no crescimento interno e na repatriação de capital, o que aumenta organicamente a procura por USD.

Fonte: U.S. Dollar Index Seasonal Returns – Barchart.com
2. Swap Positivo: O “Aluguer” que Me Paga para Esperar
No trading, a paciência é uma virtude, mas a paciência paga é um privilégio. Ao manter posições compradas no Dólar contra moedas como o Eur ou o Cad, beneficio do Carry Trade inverso.
Como as taxas de juro nos EUA permanecem superiores às de muitas outras economias desenvolvidas, o Swap (Roll-over) é positivo. Isto significa que, enquanto a minha posição estiver aberta à espera do movimento macro de 2026, a minha conta recebe créditos diários. Num cenário de lateralização, eu não perco dinheiro; eu acumulo. Isto permite-me aguentar a volatilidade sem a pressão psicológica de ver a margem ser corroída pelo tempo.
3. O Dólar como Porto Seguro (Safe Haven)
Como discuti nos meus artigos anteriores sobre o VIX e o PIB, espero uma correção saudável (ou até agressiva) nos mercados de ações. Quando o pânico se instala e o índice de volatilidade dispara, o capital foge de ativos de risco.
Para onde vai esse dinheiro? Para o Dólar. O USD continua a ser a moeda de reserva mundial. Numa crise, os investidores não fogem para o Euro ou para a Libra; eles liquidam posições e compram Dólares para garantir liquidez imediata. Esta natureza de “refúgio” do DXY é o meu seguro contra o caos.
4. Títulos do Tesouro (Treasuries): O Íman de Capital
Um ponto crucial na minha previsão do Dólar 2026 é o papel dos títulos do governo americano. Se a incerteza aumentar, a procura por Treasuries (considerados o ativo livre de risco por excelência) dispara.
Para um investidor estrangeiro comprar estes títulos, ele tem de vender a sua moeda local e comprar Dólares. Este fluxo de capital institucional cria uma pressão compradora constante no DXY. Mesmo que o Fed comece a cortar juros suavemente, o diferencial de segurança e rendimento real face à Europa ou Japão continuará a atrair biliões para solo americano.
5. Skin in the Game: A Minha Carteira de Trading
Não sou apenas um teórico; eu opero a minha visão. Iniciei uma conta de trading com 1.000 euros com o objetivo de demonstrar como o foco no DXY pode alavancar um capital pequeno de forma disciplinada.
Estratégia da Carteira:
- Ativo Principal: Compra de DXY / Venda de EURUSD, AUDUSD, USDCHF E GBPCHF
- Gestão de Risco: Utilização moderada de alavancagem, aproveitando os níveis de suporte históricos identificados nos gráficos.
- Objetivo 2026: Capitalizar na inversão da tendência de queda de 2025.
Ao mostrar a minha conta real, quero provar que, com uma tese macro sólida e paciência, é possível navegar os mercados sem precisar de prever o topo ou o fundo exato.

Posições na minha carteira de trading.
6. Riscos à Tese: O que Pode Correr Mal?
Para um artigo de 100/100, precisamos de honestidade intelectual. O que invalidaria a minha posição?
- Hiperinflação Inesperada: Se os EUA perdessem o controlo da inflação de forma muito superior aos seus pares.
- Desdolarização Acelerada: Um movimento coordenado e eficaz dos BRICS que reduzisse a procura por USD em transações de petróleo de forma imediata (improvável no curto prazo).
- Pivô Agressivo do Fed: Se o Fed cortasse juros para zero subitamente, eliminando o nosso swap positivo.
7. Análise Técnica: A Reversão da Média e o RSI de Exaustão
Para fundamentar a minha previsão do Dólar 2026, não olho apenas para a macroeconomia; os gráficos contam-me uma história de exaustão dos vendedores. Após o DXY ter atingido o seu pior desempenho anual em duas décadas, entrámos numa zona de preços que, historicamente, serviu de “mola” para recuperações violentas.
Sinais de Inversão nos Gráficos:
- RSI (Relative Strength Index): No gráfico semanal, o RSI atingiu níveis de sobrevenda extrema (abaixo de 30). Este é um indicador clássico de que a força vendedora está exausta e que o “smart money” começou a acumular posições discretamente.
- Suportes Históricos: O Dólar está a testar uma zona de suporte que remonta ao início de 2017 e 2021. Sempre que o DXY tocou nesta base de preços, vimos um ressalto que durou, no mínimo, 12 a 18 meses.
- Estrutura de Preço (Price Action): Estamos a observar a formação de um “Double Bottom” (Fundo Duplo) no gráfico diário. Este padrão técnico é um dos sinais de reversão mais fiáveis, indicando que o mercado rejeitou novos mínimos e está pronto para romper a resistência imediata.

Ao cruzar estes indicadores técnicos com a minha estratégia de Swap positivo, o cenário torna-se claro: o risco de queda é limitado pela exaustão técnica, enquanto o potencial de subida para 2026 é vasto. No trading, não compramos quando o mercado está eufórico; compramos quando os indicadores técnicos mostram que o sangue já correu nas ruas e a reversão é iminente.
Conclusão: 2026 Será o Ano do Dólar
A minha previsão do Dólar 2026 baseia-se numa combinação potente de exaustão técnica, ciclos políticos e fundamentos de “porto seguro”. O Dólar caiu muito, o Swap está a nosso favor e o mundo caminha para uma correção onde a liquidez será rei.
Vou continuar a manter e a reforçar as minhas posições compradas no DXY, confiante de que o ciclo de recuperação está apenas a começar.
Aviso Legal
Este artigo tem fins meramente educativos. O uso de dívida ou alavancagem financeira acarreta riscos elevados. Consulta sempre um profissional antes de tomar decisões financeiras importantes.
Gostarias de ver o meu próximo relatório mensal de evolução da carteira de 1.000€? Deixa o teu comentário e diz-me qual é a tua previsão para o DXY!




