O Inexplicável Calendário de Benner

Previsões de Crises, Ciclos de Mercado e o Que Esperar para 2026

O Calendário de Benner: Um Mistério de 1875 que Ameaça os Mercados Atuais

O mundo financeiro adora padrões. Os investidores procuram desesperadamente métodos para prever o futuro. Contudo, poucas ferramentas persistem no tempo com a mística e a precisão inquietante do Calendário de Benner. Esta relíquia, datada de 1875, propõe um sistema cíclico rigoroso. Afirma, nomeadamente, prever os momentos exatos das grandes crises financeiras e os picos de mercado.

Desta forma, o calendário não é apenas uma curiosidade histórica. Pelo contrário, continua a ser uma peça de análise fundamental para muitos. Revela-se útil, especificamente, para quem procura entender os Ciclos de Mercado de longo prazo. Em primeiro lugar, este artigo irá desvendar a origem deste fascinante gráfico. Além disso, explicará a sua interpretação. Por fim, focará nas suas previsões mais recentes, nomeadamente o aviso para o ano de 2026.

Quem Foi Samuel Benner e a Origem da sua Profecia?

Samuel Benner era um fazendeiro e homem de negócios do Ohio. Viveu no século XIX. Não era um guru financeiro típico. Na verdade, Benner não era um analista de Wall Street. Em vez disso, baseou as suas previsões numa análise rigorosa de dados. Observou os ciclos de preços das colheitas agrícolas. Notou também os preços de mercadorias como o ferro-gusa. Assim, ele correlacionou estas oscilações de preços com a atividade das manchas solares. Ele acreditava firmemente que a natureza rege a economia.

Benner publicou as suas descobertas num livro seminal. O título era Benner’s Prophecies of Future Ups and Downs in Prices. Isto aconteceu em 1875. Portanto, ele criou um diagrama simples. Esse diagrama resume todos os seus achados. Nele, Benner estabeleceu uma sequência fixa de eventos. Estes eventos determinam os anos de pânico e os anos de prosperidade. O seu método baseou-se em ciclos de 7, 9, 10, 11, 16, 18 e 20 anos.

Como Interpretar as Três Fases do Calendário de Benner

O Calendário de Benner organiza as suas previsões em três linhas distintas. Cada linha corresponde a uma fase crucial do ciclo económico. Consequentemente, cada investidor deve entender estas fases.

Linha A: Anos de Pânico (Crises Financeiras)

A linha “A” lista os anos de Pânico. São os anos em que “panics have occurred and will occur again”. Benner identificou um ciclo de crises. Este ciclo alterna períodos de 16, 20 e 18 anos. Desta forma, estes anos marcam a altura das quedas abruptas de mercado. São frequentemente associados a correções ou colapsos. As datas-chave da imagem são 1927, 1945, 1965, 1981, 1999, e 2019. Além disso, o calendário aponta para 2035 e 2053 no futuro.

Linha B: Anos de Bons Tempos (Tempo de Vender)

A linha “B” representa os “Years of Good Times, High Prices and the time to sell Stocks”. É o momento de maior euforia no mercado. Os preços atingem o seu máximo. Neste sentido, Benner sugere que o investidor deve descarregar os seus ativos. Deve fazê-lo antes que o pânico da Linha A se instale. As datas cruciais aqui são 1926, 1936, 1945, 1953, 1962, 1972, 1980, 1989, 1999, 2007, 2016 e, significativamente, 2026.

Linha C: Anos de Tempos Difíceis (Tempo de Comprar)

A linha “C” indica os “Years of Hard Times, Low Prices, and a good time to buy Stocks”. São os momentos de depressão. A economia está fraca. Os preços das ações estão em mínimos. Por outro lado, Benner aconselha o investidor a “hold till the ‘Boom’ reaches the years of good times; then unload”. É o ponto de entrada ideal. As datas de compra incluídas são 1924, 1931, 1942, 1951, 1958, 1969, 1978, 1985, 1996, 2005, 2012 e 2023.

A Precisão Histórica: Crises Previstas por Benner

A validade do calendário reside na sua capacidade de previsão. Consequentemente, muitos analistas verificaram a sua precisão em eventos passados.

  • 1927 (Linha A – Pânico): Embora o Grande Pânico tenha sido em 1929, 1927 marca o período de euforia final. Foi um prenúncio da bolha.
  • 1981 (Linha A – Pânico): Este ano coincidiu com a profunda recessão americana. Essa recessão foi causada pela política de juros altos de Paul Volcker. De facto, foi uma época de grande turbulência.
  • 1999 (Linha A – Pânico): Esta data capturou perfeitamente o pico da Bolha “Dot-com”. O mercado atingiu o seu máximo nesse período. O colapso, entretanto, ocorreu no ano seguinte (2000).
  • 2005 (Linha C – Comprar): Este ano foi um período de baixa relativa. Foi antes do pico de 2007. Ofereceu, assim, uma boa janela de acumulação.
  • 2007 (Linha B – Vender): Esta data é espantosamente precisa. Corresponde ao pico do mercado antes da Grande Crise Financeira de 2008.
  • 2019 (Linha A – Pânico): O calendário apontava para 2019. O pânico global relacionado com a COVID-19 chegou em 2020. Foi um desfasamento de apenas um ano. Portanto, o ciclo manteve-se intacto.
  • 2023 (Linha C – Comprar): O calendário sugeriu que 2023 seria um ano de preços baixos e de compra. Muitos mercados caíram significativamente em 2022. Enfrentaram, nomeadamente, alta inflação e subidas de juros. 2023 foi o ano em que a maioria dos índices começou a recuperação. O preço baixo estava, na verdade, ao nosso alcance.

O Que o Calendário de Benner Prevê para 2026

A data mais imediata e importante é 2026. Esta data cai na Linha B. Esta linha é dedicada aos “Anos de Bons Tempos, Preços Altos e o tempo de Vender Ações”.

Consequentemente, de acordo com a teoria de Benner, os investidores devem estar em alerta máximo. O ano de 2026 é marcado como um potencial pico de mercado. Assim, é o momento ideal para realizar lucros. É a hora de reduzir a exposição a ativos de risco. O calendário sugere que a euforia estará no auge. Os preços serão considerados irracionais. No entanto, a história ensina-nos uma lição. O mercado não segue as datas com exatidão militar. O pico pode ocorrer em 2025. Pode acontecer, também, no final de 2026.

Esta previsão implica um risco sério de reversão iminente. Portanto, o investidor prudente deve monitorizar cuidadosamente os indicadores. Deve observar as avaliações de mercado. Deve também acompanhar o sentimento geral. Benner aconselharia a garantir os ganhos. A acumulação deve ser reduzida drasticamente. Por conseguinte, esta data serve como um alarme crucial. É fundamental para a Estratégia de Investimento de longo prazo.

Considerações Finais: O Calendário como Ferramenta, Não como Evangelho

É inegável que o Calendário de Benner possui um registo histórico impressionante. Demonstra a repetição de padrões económicos ao longo do tempo. Além disso, sugere que as crises não são eventos aleatórios. Pelo contrário, são consequências previsíveis de ciclos de euforia e pânico. Estes ciclos estão, de facto, ligados à natureza humana.

Contudo, nenhum modelo pode prever o futuro com 100% de certeza. O calendário falha por vezes por um ano ou dois. Não considera, nomeadamente, fatores exógenos como guerras ou pandemias. Portanto, deve ser usado apenas como um guia. Serve como um indicador de alerta de longo prazo. Não deve substituir uma análise financeira fundamental. Finalmente, o Calendário de Benner reforça a regra de ouro do investimento. Essa regra é: compre quando todos estão a vender. Venda, nomeadamente, quando todos estão a comprar. Prepare-se, pois, para 2026.

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